exclusão social e desigualdade
CAPITULO I: A EXCLUSĂO SOCIAL
A exclusão social pode ser definida como a impossibilidade dos individuos participarem nas organizações e instituições da sociedade, isto é, no acesso ao emprego, profissão, rendimento, política “direito ao voto, elegibilidade”, educação, vida familiar. Entretanto, para Marshall, a ideia de exclusão social é centrada na negação de cidadania, enquanto estatuto conferido aos individuos que são membros de uma comunidade. Na prática ser cidadão deve reflectir-se no exercício dos direitos reconhecidos, nomeadamente: civis, políticos e sociais
A exclusão social é um processo através do qual certos indivíduos são empurrados para a margem da sociedade e impedidos de nela participarem plenamente em virtude da sua pobreza ou da falta de competências básicas e de oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, ou ainda em resultado de discriminação
A ideia de exclusão social tem sido utilizada por políticos, mas foi primeiramente introduzida por sociólogos para se referirem a novas fontes de desigualdade. Entende-se por exclusão social as formas pelas quais os indivíduos podem ser afastados do pleno envolvimento na sociedade. É um conceito mais amplo do que o de subclasse, e tem a vantagem de enfatizar processos e mecanismos de exclusão (GIDDENS, 2008, p. 325).
A exclusão social pode assumir um número diverso de formas, por isso pode ocorrer em comunidades rurais isoladas afastadas de muitos serviços e oportunidades, ou em bairros centrais das cidades marcados por elevadas taxas de crime e por um padrão de habitação inferior à média. A exclusão e inclusão podem ser vistas em termos económicos, políticos ou sociais (Ibidem).
Exclusão económica
A exclusão da economia tanto em termos da produção como do consumo. Do lado da produção, o emprego e a participação no mercado de trabalho são centrais para a inclusão. Exclusão da economia pode também ocorrer em termos de padrões de consumo
Exclusão política
A participação popular na política é uma pedra angular dos estados democráticos liberais. Os cidadãos são encorajados a permanecer a par das questões políticas, a levantar suas vozes em apoio ou oposição. A exclusão política consiste na impossibilidade de um individuo em participar num partido politico (Ibidem).
Exclusão social
A exclusão pode também ser recurso, a informação e as oportunidades necessárias, vivida no domínio da vida social e comunitária. Participar áreas que sofrem de um elevado grau de exclusão em lobbies tomar parte em reuniões e participação social podem ter instalações comunitárias limitadas, em encontros políticos exige um certo grau de mobilidade como parques, campos desportivos, centros culturais, tempo e acesso a informação que pode não em teatros. Os níveis de participação cívica são pré - existiveis em comunidades excluídas. Tais problemas frequentemente baixos (Ibidem, p. 326).
Formas de exclusão social
As investigações têm focado tópicos tão diversos como o alojamento, a educação, o mercado de trabalho, o crime, os jovens e os idosos (GIDDENS, 2008, p. 328).
Alojamento e bairros
A natureza da exclusão social pode ser observada claramente no sector da habitação. Enquanto muitas pessoas das sociedades industrializadas vivem em habitações confortáveis e espaçosas, outras residem em casas sobrepovoadas, inadequadamente aquecidas ou estru-turalmente deterioradas (Ibidem).
Exclusão social no topo
A exclusão no topo pode assumir um grande número de formas. Os ricos podem retirar-se completamente do campo da educação pública e dos serviços de saúde públicos, preferindo pagar por serviços e atenção privados. As comunidades residências ricas estão cada vez mais afastadas do resto da sociedade (Ibidem, p. 331).
Crime e exclusão social
De acordo com Currie existem várias ligações principais entre o crescimento do crime e a exclusão social. Primeira, as mudanças no mercado de trabalho, na política fiscal do governo e nas políticas de ordenado mínimo levaram a um enorme crescimento quer na pobreza relativa quer na absoluta entre a população americana. Segunda, o crescimento da exclusão social é sentido em comunidades locais, que sofrem a perda de meios de subsistência, o impacto de populações transitórias, o aumento no custo do alojamento e o enfraquecimento da coesão social. Terceira, a privação económica e a fragmentação da comunidade provocam tensão na vida familiar. Quarta, o estado voltou a recuar em muitos dos programas e serviços públicos que podiam reincorporar os socialmente excluídos, os padrões de estatuto económico e de consumo que são promovidos na sociedade não podem ser satisfeitos por meios legítimos pela população socialmente excluída
Exclusão social pode ser definida como múltiplas privações resultantes da falta de oportunidades pessoais, sociais, políticas ou financeiras. A noção de exclusão social visa a participação social inadequada, a falta de integração social e a falta de energia (HUNTER, 2000, p. 23).A definição teórica da exclusão envolve dois problemas essências: o primeiro, o da identificação de uma situação “normal” ou media, abaixo da qual poderemos considerar os indivíduos como “excluídos; o segundo, o de definir o critério da exclusão deveremos especificar se lidamos com níveis de rendimentos, direitos sociais ou acesso a igualdade política por exemplo (GIDDENS, 2008, p. 428).
Diz nos Girod em síntese que a situação de exclusão pode ser definida como um oposto da integração social. A impossibilidade em participar nas principais organizações e instituições da sociedade representa uma “exclusão”, esta pode referir-se as instituições económicas (acesso a emprego, profissão, e rendimento políticas direitos a votos, elegibilidade escolares educação e condições de sucesso; e a não participação num conjunto de outras relações sociais associações, vida familiares, e relações de amizade
Um caso actual de exclusão a múltiplos níveis é da população idosa segundo Knipscheer e Rijsselt que utilizam aqueles vectores de integração verifica-se uma exclusão social estrutural das pessoas de idade; os aspectos decisivos da exclusão, acrescentam situam-se no nível económico por força dos mecanismos formais ou informais do mercado de trabalho.
A noção de pobreza absoluta empregou-se muito no XIX: segundo Charles Booth, ela refere-se a falta de requisitos básicos para deter uma existência fisicamente saudável, alimentação suficiente e abrigo de modo a tornar possível o funcionamento fisicamente eficiente do corpo. A pobreza relativa definir-se-á pelo contrário como falta de recursos considerados necessários ara a manutenção de um padrão, de vida normal, na sociedade.
Se tomarmos as triplas acepção do conceito de cidadania proposta por Marshall, obteremos um campo alargado de análise: o acesso aos direitos civis, políticos e sociais. Os direitos civis revelam-se pelo reconhecimento de capacidades legais aos indivíduos: liberdade de movimentação e expressão, direito de propriedade, direito a justiça. Os direitos políticos reconhece-se pela atribuição de capacidades políticas, seja no que respeita a possibilidade de ser membro de organização política seja na de os eleger. O campo do direito social é, talvez, o mais vasto: revela um acesso a um conjunto de recursos situando-se entre os que garantem um mínimo de bem-estar e segurança económica e os definem a “normalidade” social
Vantagens da noção de exclusão absoluta e relativa. Ao definir a situação de exclusão ou de não integração de uma forma relativa a sociologia da nos a possibilidade de nos apercebermos da multiplicidade de níveis absolutos que pode assumir este estatuto. A carência de acesso a recurso pode significar privação de alimentação básica no contexto e incapacidade de acesso a uma maior variedade de bens
CAPITULO II: A NOÇÃO DA DESIGUALIDADE SOCIAL
A primeira tarefa complexa da análise da sociológica das desigualdades sociais é a correcta definição deste tema. Por um lado as desigualdades sociais ocupam larga amplitude da estrutura das sociedades: podemos falar de desigualdades relacionadas com o Sexo, a idade, a categoria socioprofissional, a etnia, por exemplo, é a integração de todos estes vectores nos mecanismos que constituem objecto da sociologia não é fácil. Em primeiro lugar, uma desigualdade social não é uma simples diferença individual. Uma desigualdade social deverá resultar sobretudo, de um grau de acesso a bens, serviços ou oportunidade cuja raiz explicativa se encontre nos próprios mecanismos da sociedade (GIDDENS, 1993, apud CARVALHO, PEIXOTO at all, p. 425-426).
Segundo Roger Girod, uma desigualdade social consiste na repartição não uniforme, na população de um país ou de uma região de todos os tipos de vantagens e desvantagens sobre os quais exerce uma qualquer influência” na para Anthony Giddens define as desigualdade sócias ou sistema de estratificação social como conjunto de desigualdade estruturadas entre diferentes grupos de indivíduos uma desigualdade social como uma diferença socialmente condicionada no acesso a recurso
Salientemos, por agora, apenas o seguinte: a divisão das sociedades em “lugares” socialmente desiguais condensa, pelo menos, três aspectos:
A reunião dá um conjunto de características “objectivas” que permitem atribuir um vínculo comum a um conjunto de indivíduo, níveis de vida ou níveis de riqueza semelhante, posições determinadas na escala de prestígios e valorização social, níveis de poder, graus de escolarização, acesso ao mercado de trabalho.
Um conjunto de características “subjectivas” que moldam uma identidade comum: normas e valores, padrões de comportamento, atitude e opiniões, incluindo tipos de religiosidade, atitude politica, gostos pessoais.
Um conjunto de “oportunidade de vida” idêntica: isto é, a existência de mecanismo de tipo colectivo que explicam, em grande parte, os “regimes” de mobilidade social existentes, envolvendo a permanência ou de uns grupos sociais para outros (Ibidem, p. 428).
As desigualdade de classe são a mais importante forma moderna da desigualdade social. A desigualdade social, embora entendida como componente estrutural é vista como um dos motores da história
Segundo Rousseau há dois tipos de desigualdades. A primeira, a desigualdade natural, é estabelecida pela natureza e consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito e da alma. Ao passo que, a segunda forma de desigualdade, a desigualdade política depende de uma espécie de convenção e é estabelecida pelo consentimento dos homens. Portanto, a desigualdade política consiste nos vários privilégios de que gozam alguns em prejuízo de outros, como o serem mais ricos, mais poderosos e homenageados do que estes, ou ainda por fazerem-se obedecer por eles, tais diferenças pertencem ao primeiro tipo de desigualdade, a desigualdade natural física justificadas pela lei natural. Todavia, a segunda desigualdade surge da transição do estado de natureza a estado civil, onde nasce sociedade política (ROUSSSEAU, 2006, p. 57).
2.1. Tipos de desigualdade sociais
desigualdade socioeconómica mais corrente: desigualdade de riqueza, rendimento ou nível de vida, desigualdade socioprofissional, incluindo o tipo de profissão, posição perante a propriedade, capacidade, de decisão, controlo ou supervisão e igualdade de nível de instrução ou qualificação profissional. Giddens por exemplo considera que existiram historicamente “quatro sistemas básicos da estratificação”: Escravatura, castas, ordens e classes, característica de um deste sistema em a seguinte
Escravatura: define-se por alguns indivíduos serem propriedade de outro, este sistema muito antigo, é hoje inexistente.
Casta: consiste numa forte segregação entre grupos baseadas em características culturais, etnias ou raciais, este sistema ainda existe apesar de legalidade ter desaparecido em alguma sociedade contemporânea.
Ordens: estratos populacionais separados rigorosamente uns dos outros, existindo definição de “obrigações e direitos” o sistema que se fez sentir na Europa medieval, com a separação entre aristocracia, clero e povo.
Classes: sistema de estratificação típico das sociedades industriais contemporânea, apresentando quatro diferença em relação ao outro: as classes não estabelecidas por regulamentações legais ou religiosas
A classificação de Weber para ele existe três tipos de desigualdade que são: classes, definida a partir das relações económicas; status definido pelo “estilo de vida” e partidos definidos pela posse de poder e autoridade
2.2. A desigualdade entre os sexos no mercado de trabalho
Um aspecto que é sempre focado quando se analisam as desigualdades entre os sexos nas sociedades contemporâneas é a sua posição no mercado de trabalho. Verificamos, frequentemente, que as taxas de actividade femininas são inferiores as masculinas; o desemprego é mais frequente nas mulheres e são (marginalizada) o seu grau de qualificação é menos elevada; estão menos representadas em posições de chefia; auferem salário menos elevados (Ibidem, p. 434).
2.3. Dominação e desigualdade
Poder é um fenómeno geral da sociedade em todos os níveis de seu desenvolvimento e em todas as dimensões do convívio humano e de organizações sociais. As características do poder: soberania, lideranças e obediência, hierarquia e subordinação, influência, prestígio e autoridade, encontra-se em todas as relações e formações sócias. Entre os clássicos quem mais se dedicou a explicitamente ao tema foi Weber.
Podemos facilmente encontrar fenómenos tais como: alguém está numa posição de comando, mais não manda nada, porque depende de quem lá o colocou; a secretária que sabe manipular o chefe de tal forma que um pedido através dela se alcança mais facilmente; existência de ala em oposição e que passa a condicionar as decisões; a posição honorária de comando, tipo rainha da Inglaterra
A exclusão social pode ser definida como a impossibilidade dos individuos participarem nas organizações e instituições da sociedade, isto é, no acesso ao emprego, profissão, rendimento, política “direito ao voto, elegibilidade”, educação, vida familiar. Entretanto, para Marshall, a ideia de exclusão social é centrada na negação de cidadania, enquanto estatuto conferido aos individuos que são membros de uma comunidade. Na prática ser cidadão deve reflectir-se no exercício dos direitos reconhecidos, nomeadamente: civis, políticos e sociais
A exclusão social é um processo através do qual certos indivíduos são empurrados para a margem da sociedade e impedidos de nela participarem plenamente em virtude da sua pobreza ou da falta de competências básicas e de oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, ou ainda em resultado de discriminação
A ideia de exclusão social tem sido utilizada por políticos, mas foi primeiramente introduzida por sociólogos para se referirem a novas fontes de desigualdade. Entende-se por exclusão social as formas pelas quais os indivíduos podem ser afastados do pleno envolvimento na sociedade. É um conceito mais amplo do que o de subclasse, e tem a vantagem de enfatizar processos e mecanismos de exclusão (GIDDENS, 2008, p. 325).
A exclusão social pode assumir um número diverso de formas, por isso pode ocorrer em comunidades rurais isoladas afastadas de muitos serviços e oportunidades, ou em bairros centrais das cidades marcados por elevadas taxas de crime e por um padrão de habitação inferior à média. A exclusão e inclusão podem ser vistas em termos económicos, políticos ou sociais (Ibidem).
Exclusão económica
A exclusão da economia tanto em termos da produção como do consumo. Do lado da produção, o emprego e a participação no mercado de trabalho são centrais para a inclusão. Exclusão da economia pode também ocorrer em termos de padrões de consumo
Exclusão política
A participação popular na política é uma pedra angular dos estados democráticos liberais. Os cidadãos são encorajados a permanecer a par das questões políticas, a levantar suas vozes em apoio ou oposição. A exclusão política consiste na impossibilidade de um individuo em participar num partido politico (Ibidem).
Exclusão social
A exclusão pode também ser recurso, a informação e as oportunidades necessárias, vivida no domínio da vida social e comunitária. Participar áreas que sofrem de um elevado grau de exclusão em lobbies tomar parte em reuniões e participação social podem ter instalações comunitárias limitadas, em encontros políticos exige um certo grau de mobilidade como parques, campos desportivos, centros culturais, tempo e acesso a informação que pode não em teatros. Os níveis de participação cívica são pré - existiveis em comunidades excluídas. Tais problemas frequentemente baixos (Ibidem, p. 326).
Formas de exclusão social
As investigações têm focado tópicos tão diversos como o alojamento, a educação, o mercado de trabalho, o crime, os jovens e os idosos (GIDDENS, 2008, p. 328).
Alojamento e bairros
A natureza da exclusão social pode ser observada claramente no sector da habitação. Enquanto muitas pessoas das sociedades industrializadas vivem em habitações confortáveis e espaçosas, outras residem em casas sobrepovoadas, inadequadamente aquecidas ou estru-turalmente deterioradas (Ibidem).
Exclusão social no topo
A exclusão no topo pode assumir um grande número de formas. Os ricos podem retirar-se completamente do campo da educação pública e dos serviços de saúde públicos, preferindo pagar por serviços e atenção privados. As comunidades residências ricas estão cada vez mais afastadas do resto da sociedade (Ibidem, p. 331).
Crime e exclusão social
De acordo com Currie existem várias ligações principais entre o crescimento do crime e a exclusão social. Primeira, as mudanças no mercado de trabalho, na política fiscal do governo e nas políticas de ordenado mínimo levaram a um enorme crescimento quer na pobreza relativa quer na absoluta entre a população americana. Segunda, o crescimento da exclusão social é sentido em comunidades locais, que sofrem a perda de meios de subsistência, o impacto de populações transitórias, o aumento no custo do alojamento e o enfraquecimento da coesão social. Terceira, a privação económica e a fragmentação da comunidade provocam tensão na vida familiar. Quarta, o estado voltou a recuar em muitos dos programas e serviços públicos que podiam reincorporar os socialmente excluídos, os padrões de estatuto económico e de consumo que são promovidos na sociedade não podem ser satisfeitos por meios legítimos pela população socialmente excluída
Exclusão social pode ser definida como múltiplas privações resultantes da falta de oportunidades pessoais, sociais, políticas ou financeiras. A noção de exclusão social visa a participação social inadequada, a falta de integração social e a falta de energia (HUNTER, 2000, p. 23).A definição teórica da exclusão envolve dois problemas essências: o primeiro, o da identificação de uma situação “normal” ou media, abaixo da qual poderemos considerar os indivíduos como “excluídos; o segundo, o de definir o critério da exclusão deveremos especificar se lidamos com níveis de rendimentos, direitos sociais ou acesso a igualdade política por exemplo (GIDDENS, 2008, p. 428).
Diz nos Girod em síntese que a situação de exclusão pode ser definida como um oposto da integração social. A impossibilidade em participar nas principais organizações e instituições da sociedade representa uma “exclusão”, esta pode referir-se as instituições económicas (acesso a emprego, profissão, e rendimento políticas direitos a votos, elegibilidade escolares educação e condições de sucesso; e a não participação num conjunto de outras relações sociais associações, vida familiares, e relações de amizade
Um caso actual de exclusão a múltiplos níveis é da população idosa segundo Knipscheer e Rijsselt que utilizam aqueles vectores de integração verifica-se uma exclusão social estrutural das pessoas de idade; os aspectos decisivos da exclusão, acrescentam situam-se no nível económico por força dos mecanismos formais ou informais do mercado de trabalho.
A noção de pobreza absoluta empregou-se muito no XIX: segundo Charles Booth, ela refere-se a falta de requisitos básicos para deter uma existência fisicamente saudável, alimentação suficiente e abrigo de modo a tornar possível o funcionamento fisicamente eficiente do corpo. A pobreza relativa definir-se-á pelo contrário como falta de recursos considerados necessários ara a manutenção de um padrão, de vida normal, na sociedade.
Se tomarmos as triplas acepção do conceito de cidadania proposta por Marshall, obteremos um campo alargado de análise: o acesso aos direitos civis, políticos e sociais. Os direitos civis revelam-se pelo reconhecimento de capacidades legais aos indivíduos: liberdade de movimentação e expressão, direito de propriedade, direito a justiça. Os direitos políticos reconhece-se pela atribuição de capacidades políticas, seja no que respeita a possibilidade de ser membro de organização política seja na de os eleger. O campo do direito social é, talvez, o mais vasto: revela um acesso a um conjunto de recursos situando-se entre os que garantem um mínimo de bem-estar e segurança económica e os definem a “normalidade” social
Vantagens da noção de exclusão absoluta e relativa. Ao definir a situação de exclusão ou de não integração de uma forma relativa a sociologia da nos a possibilidade de nos apercebermos da multiplicidade de níveis absolutos que pode assumir este estatuto. A carência de acesso a recurso pode significar privação de alimentação básica no contexto e incapacidade de acesso a uma maior variedade de bens
CAPITULO II: A NOÇÃO DA DESIGUALIDADE SOCIAL
A primeira tarefa complexa da análise da sociológica das desigualdades sociais é a correcta definição deste tema. Por um lado as desigualdades sociais ocupam larga amplitude da estrutura das sociedades: podemos falar de desigualdades relacionadas com o Sexo, a idade, a categoria socioprofissional, a etnia, por exemplo, é a integração de todos estes vectores nos mecanismos que constituem objecto da sociologia não é fácil. Em primeiro lugar, uma desigualdade social não é uma simples diferença individual. Uma desigualdade social deverá resultar sobretudo, de um grau de acesso a bens, serviços ou oportunidade cuja raiz explicativa se encontre nos próprios mecanismos da sociedade (GIDDENS, 1993, apud CARVALHO, PEIXOTO at all, p. 425-426).
Segundo Roger Girod, uma desigualdade social consiste na repartição não uniforme, na população de um país ou de uma região de todos os tipos de vantagens e desvantagens sobre os quais exerce uma qualquer influência” na para Anthony Giddens define as desigualdade sócias ou sistema de estratificação social como conjunto de desigualdade estruturadas entre diferentes grupos de indivíduos uma desigualdade social como uma diferença socialmente condicionada no acesso a recurso
Salientemos, por agora, apenas o seguinte: a divisão das sociedades em “lugares” socialmente desiguais condensa, pelo menos, três aspectos:
A reunião dá um conjunto de características “objectivas” que permitem atribuir um vínculo comum a um conjunto de indivíduo, níveis de vida ou níveis de riqueza semelhante, posições determinadas na escala de prestígios e valorização social, níveis de poder, graus de escolarização, acesso ao mercado de trabalho.
Um conjunto de características “subjectivas” que moldam uma identidade comum: normas e valores, padrões de comportamento, atitude e opiniões, incluindo tipos de religiosidade, atitude politica, gostos pessoais.
Um conjunto de “oportunidade de vida” idêntica: isto é, a existência de mecanismo de tipo colectivo que explicam, em grande parte, os “regimes” de mobilidade social existentes, envolvendo a permanência ou de uns grupos sociais para outros (Ibidem, p. 428).
As desigualdade de classe são a mais importante forma moderna da desigualdade social. A desigualdade social, embora entendida como componente estrutural é vista como um dos motores da história
Segundo Rousseau há dois tipos de desigualdades. A primeira, a desigualdade natural, é estabelecida pela natureza e consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito e da alma. Ao passo que, a segunda forma de desigualdade, a desigualdade política depende de uma espécie de convenção e é estabelecida pelo consentimento dos homens. Portanto, a desigualdade política consiste nos vários privilégios de que gozam alguns em prejuízo de outros, como o serem mais ricos, mais poderosos e homenageados do que estes, ou ainda por fazerem-se obedecer por eles, tais diferenças pertencem ao primeiro tipo de desigualdade, a desigualdade natural física justificadas pela lei natural. Todavia, a segunda desigualdade surge da transição do estado de natureza a estado civil, onde nasce sociedade política (ROUSSSEAU, 2006, p. 57).
2.1. Tipos de desigualdade sociais
desigualdade socioeconómica mais corrente: desigualdade de riqueza, rendimento ou nível de vida, desigualdade socioprofissional, incluindo o tipo de profissão, posição perante a propriedade, capacidade, de decisão, controlo ou supervisão e igualdade de nível de instrução ou qualificação profissional. Giddens por exemplo considera que existiram historicamente “quatro sistemas básicos da estratificação”: Escravatura, castas, ordens e classes, característica de um deste sistema em a seguinte
Escravatura: define-se por alguns indivíduos serem propriedade de outro, este sistema muito antigo, é hoje inexistente.
Casta: consiste numa forte segregação entre grupos baseadas em características culturais, etnias ou raciais, este sistema ainda existe apesar de legalidade ter desaparecido em alguma sociedade contemporânea.
Ordens: estratos populacionais separados rigorosamente uns dos outros, existindo definição de “obrigações e direitos” o sistema que se fez sentir na Europa medieval, com a separação entre aristocracia, clero e povo.
Classes: sistema de estratificação típico das sociedades industriais contemporânea, apresentando quatro diferença em relação ao outro: as classes não estabelecidas por regulamentações legais ou religiosas
A classificação de Weber para ele existe três tipos de desigualdade que são: classes, definida a partir das relações económicas; status definido pelo “estilo de vida” e partidos definidos pela posse de poder e autoridade
2.2. A desigualdade entre os sexos no mercado de trabalho
Um aspecto que é sempre focado quando se analisam as desigualdades entre os sexos nas sociedades contemporâneas é a sua posição no mercado de trabalho. Verificamos, frequentemente, que as taxas de actividade femininas são inferiores as masculinas; o desemprego é mais frequente nas mulheres e são (marginalizada) o seu grau de qualificação é menos elevada; estão menos representadas em posições de chefia; auferem salário menos elevados (Ibidem, p. 434).
2.3. Dominação e desigualdade
Poder é um fenómeno geral da sociedade em todos os níveis de seu desenvolvimento e em todas as dimensões do convívio humano e de organizações sociais. As características do poder: soberania, lideranças e obediência, hierarquia e subordinação, influência, prestígio e autoridade, encontra-se em todas as relações e formações sócias. Entre os clássicos quem mais se dedicou a explicitamente ao tema foi Weber.
Podemos facilmente encontrar fenómenos tais como: alguém está numa posição de comando, mais não manda nada, porque depende de quem lá o colocou; a secretária que sabe manipular o chefe de tal forma que um pedido através dela se alcança mais facilmente; existência de ala em oposição e que passa a condicionar as decisões; a posição honorária de comando, tipo rainha da Inglaterra
Comentários
Enviar um comentário